segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Rio de Janeiro Sem Medo


A relação televisão/Rio de Janeiro é interessante. Boa parte do conteúdo da TV tem ligação com este estado. Os noticiários, as novelas sempre exaltando Copacabana, a bossa nova, inclusive eu nunca vi uma novela em que houvesse um Carimbó, um Coco ou Cavalo Marinho, é sempre bossa nova!

Passei 26 anos da minha vida assistindo o Rio na televisão, quando chega o momento de conhecer este lugar, o que acontece? Guerra do tráfico e aqueles problemas no Morro do Alemão e Vila Cruzeiro, na Penha. O Brasil parou para assistir a invasão da polícia às favelas.

O Samba de Coco Raízes de Arcoverde tinha dois compromissos, uma oficina na Fundição Progresso e um show no Largo da Carioca. Meu maior desafio foi o de convencer os mestres do grupo a não desistir da viagem. A cada telejornal que eles assistiam, ficavam com mais medo.

No dia da viagem nos encontramos, tomamos café da manhã juntos e fomos ao aeroporto. Antes do embarque uma reunião. A opinião da maioria é que só deveríamos sair do hotel para os compromissos profissionais.

Chegamos lá meio tensos, passamos a noite no hotel como tínhamos combinado e no outro dia fomos à oficina na fundição. Como o pessoal da produção do evento disse para não termos medo, e que o "stress" todo acontecia em apenas dois lugares da cidade, decidi sair à tarde. O combinado é que o grupo ficaria no hotel, Albérico (Nosso técnico de som) iria ao Pão de Açúcar, e eu ia dar uma volta na Rua da Carioca, onde tem muitas lojas de instrumentos musicais.

A van deixou o grupo no hotel e saiu para nos levar a nossos destinos. Chegando ao Pão de Açúcar (destino apenas de Albérico até então) fiquei encantado e mudei o roteiro. Decidir dispensar a Van e subir para conhecer aquela maravilha. Foi fantástico e o Rio é realmente lindo.

Um detalhe é que haviam pessoas de muitos lugares do mundo, Muitos idiomas, sotaques, tipos físicos, realmente uma diversidade muito grande. Dava a sensação de estar na capital da America do Sul.




No outro dia já estávamos tranqüilos. Depois do show o grupo foi ao hotel e decidiu que iam jogar bola na praia de Copacabana. Eu decidi acompanhar Albérico mais uma vez, desta vez no Cristo Redentor, que é tão fantástico quanto o Pão de Açúcar.

À noite fui ver os shows e me despedir da equipe de produção. Cheguei ao hotel as 23:30 e ainda corri para feirinha na praia para comprar "lembranças" para minha família.

A sensação que tive (que também era a opinião dos cariocas) é que a TV maximizou um problema que se resumia apenas a duas comunidades apenas, afetando muito o turismo daquele lugar.

Áh, e tenho que agradecer a Albérico, que sempre me estimula a abandonar os trabalhos e o computador no quarto do hotel, e sair para conhecer as cidades que viajamos.

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