terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Fazendo Balanço.


Difícil terminar o ano sem fazer um balanço de como foram estes 12 meses, e sem estabelecer metas para os próximos 12 meses.

Até 2009 eu só tinha saído de Pernambuco para ir à Paraíba e nunca tinha viajado de avião. Em 2010 conheci 08 estados e umas 20 cidades. Tudo isso por conta do meu trabalho com as bandas Semente de Vulcão e Samba de Coco Raízes de Arcoverde.

Estou me aproximando da idéia do Domenico de Masi, onde trabalho, diversão e estudo se confundem. Minha vida está uma delícia.

Tenho momentos de stress em nível Maximo. A lei de Murphy tem uma ligação muito forte com a atividade de eventos, e um dos trabalhos do produtor é o de planejar para evitar os erros e minimizar os danos quando estes acontecem.

Apesar disso os momentos de alegria são constantes.
2008 foi um ano de aprendizado, 2009 foi de preparação e 2010 de realização.

É muito boa a sensação de missão cumprida, que o planejamento deu certo.
Terminando o ano com um total de 40 shows.

Com esta quantidade de eventos e viagens, consequentemente conheci muitos lugares, pessoas e muita música.

As pessoas que trabalharam na produção dos eventos, elas foram as que mais me relacionei. Alguns se tornaram amigos e parceiros. Comecei a citar aqui mas desisti. São muitos e podería esquecer de alguem.

Para 2011, com a abertura da produtora, estão chegando alguns artistas para completar o time. Desta vez para vestir a camisa e construir e direcionar a carreira, como faço com o Coco Raízes de Arcoverde. Em breve divulgarei os nomes.

Também vão acontecer algumas viagens internacionais, mas a meta principal será o de colocar o COCO RAÍZES e a Cultura Popular (de palco) em outro patamar.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Rio de Janeiro Sem Medo


A relação televisão/Rio de Janeiro é interessante. Boa parte do conteúdo da TV tem ligação com este estado. Os noticiários, as novelas sempre exaltando Copacabana, a bossa nova, inclusive eu nunca vi uma novela em que houvesse um Carimbó, um Coco ou Cavalo Marinho, é sempre bossa nova!

Passei 26 anos da minha vida assistindo o Rio na televisão, quando chega o momento de conhecer este lugar, o que acontece? Guerra do tráfico e aqueles problemas no Morro do Alemão e Vila Cruzeiro, na Penha. O Brasil parou para assistir a invasão da polícia às favelas.

O Samba de Coco Raízes de Arcoverde tinha dois compromissos, uma oficina na Fundição Progresso e um show no Largo da Carioca. Meu maior desafio foi o de convencer os mestres do grupo a não desistir da viagem. A cada telejornal que eles assistiam, ficavam com mais medo.

No dia da viagem nos encontramos, tomamos café da manhã juntos e fomos ao aeroporto. Antes do embarque uma reunião. A opinião da maioria é que só deveríamos sair do hotel para os compromissos profissionais.

Chegamos lá meio tensos, passamos a noite no hotel como tínhamos combinado e no outro dia fomos à oficina na fundição. Como o pessoal da produção do evento disse para não termos medo, e que o "stress" todo acontecia em apenas dois lugares da cidade, decidi sair à tarde. O combinado é que o grupo ficaria no hotel, Albérico (Nosso técnico de som) iria ao Pão de Açúcar, e eu ia dar uma volta na Rua da Carioca, onde tem muitas lojas de instrumentos musicais.

A van deixou o grupo no hotel e saiu para nos levar a nossos destinos. Chegando ao Pão de Açúcar (destino apenas de Albérico até então) fiquei encantado e mudei o roteiro. Decidir dispensar a Van e subir para conhecer aquela maravilha. Foi fantástico e o Rio é realmente lindo.

Um detalhe é que haviam pessoas de muitos lugares do mundo, Muitos idiomas, sotaques, tipos físicos, realmente uma diversidade muito grande. Dava a sensação de estar na capital da America do Sul.




No outro dia já estávamos tranqüilos. Depois do show o grupo foi ao hotel e decidiu que iam jogar bola na praia de Copacabana. Eu decidi acompanhar Albérico mais uma vez, desta vez no Cristo Redentor, que é tão fantástico quanto o Pão de Açúcar.

À noite fui ver os shows e me despedir da equipe de produção. Cheguei ao hotel as 23:30 e ainda corri para feirinha na praia para comprar "lembranças" para minha família.

A sensação que tive (que também era a opinião dos cariocas) é que a TV maximizou um problema que se resumia apenas a duas comunidades apenas, afetando muito o turismo daquele lugar.

Áh, e tenho que agradecer a Albérico, que sempre me estimula a abandonar os trabalhos e o computador no quarto do hotel, e sair para conhecer as cidades que viajamos.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Brasilidade na Rua


Acabo de chegar do Rio de Janeiro. Mais uma viagem com o Samba de Côco Raizes de Arcoverde, grupo que sou fã e me enche de orgulho. O grupo realizou uma oficina na Fundição Progresso e um Show no Largo da Carioca no evento Brasilidade na Rua.



A proposta do evento era fantastica. Apresentação musicais no horario de almoço (as 12:30) e tambem no final do expediente (as 18:00). Incrivel a cara de felicidade dos trabalhadores. A rotina fica um pouco "mais leve", mais alegre. Acredito que todos voltaram para o trabalho ou para casa mais felizes. As pessoas passavam e iam parando, parando, e em pouco tempo o local estava lotado. Pessoas de farda, com pastas, equipamentos de proteção, estudantes e todo tipo de gente se distraindo com algo diferente.

Simplesmente maravilhoso.


segunda-feira, 15 de novembro de 2010

O ano ainda não acabou



Quando chegam Outubro e Novembro escuto muitos comentários dizendo que o ano passou depressa e já acabou. Olhando a minha situação e de muitos que trabalham com cultura e eventos, vejo que ainda está longe de acabar,

Realmente, até parece que ele esta passando rápido demais. Carnaval, Semana Santa, Copa do Mundo, Eleições e milhares de feriados dão a impressão que o ano voou.

Estava analisando a minha agenda de fim de ano, tanto com a banda Semente de Vulcão, quanto com o Samba de Côco Raízes de Arcoverde. Muitas atividades, muitos compromissos. Realmente uma delícia!

  • 18/11 Show no Sesc Santo Amaro (Recife - PE) - Semente de Vulcão
  • 21/11 Show no festival Cena Brasil (Olinda - PE) - Semente de Vulcão
  • 21/11 Show EXPOIDEA no Marco Zero (Recife - PE) - Samba de Côco Raízes de Arcoverde
  • 27/11 Show EXPOIDEA no Marco Zero (Recife - PE) - Semente de Vulcão
  • 28/11 Viagem do Rio de Janeiro - Samba de Côco Raízes de Arcoverde
  • 29/11 Oficinas do Samba de Côco (Rio de Janeiro - RJ)
  • 30/11 Show no projeto Brasilidade na Rua (Rio de Janeiro - RJ)
  • 04/12 Show em (Aliança - PE) - Côco Raízes
  • 07/12 Casamento de um graaaaaaande amigo
  • 08 e 09/12 Gravação do programa Giros (SESC TV) em Arcoverde - Côco Raízes
  • 23/12 Show no Ciclo Natalino (Recife - PE) - Semente de Vulcão.

Alem disso terei 1000 ensaios com a banda, e reuniões dos projetos para 2011.

Ou seja: "O ano só acaba quando termina"




sábado, 6 de novembro de 2010

Ciranda de Maluco, aqui em Pernambuco é bom demais

Nesta sexta-feira que passou eu estava em uma palestra no Recife Antigo. Quando acabou fui dar uma volta pelo Recife Antigo pois estavam acontecendo shows e vários eventos pelo Bairro do Recife. Ao chegar no Marco Zero dei de cara com um enorme palco, do PE Festival. Quem estava no palco era o cantor OTTO.



Já tinha assitido este mesmo show de Otto em outras duas ocasiões, em Porto Alegre em Maio, e em Brasíia em junho. O show é realmente incrivel, as músicas deste CD atual são massa, mas assitir uma apresentação de Otto em Recife é algo surpreendente, fantastico. A relação do público com o artista é tão bacana, que parecia carnaval em pleno mês novembro. 

Pessoas de todos os tipos, malucos, bebados, mendigos, emos (depois is rolar show de Pitty), pulavam e cantavam as músicas do galêgo.

O maluco reverenciou Chico Science, criticou os jovens que estavam brigando no meio do show, mandou uma mensagem bacana contra o crack e ainda divertiu o grande público que estava presente.

Tudo isso confirma a frase que:

"Ciranda de maluco aqui em Pernambuco e BOM DEMAIS."


Voltando

Depois de 20 dias afastado deste veículo, aqui estou. Como sempre muita correria, muitas coisas para resolver, mas é disso que eu gosto.

Neste tempo aconteceram muitas coisas bacanas, como a gravação do terceiro CD do SAMBA DE CÔCO RAÍZES DE ARCOVERDE no estúdio Fábrica em Recife PE, os preparativos para o Ciclo de Oficinas do Samba de Coco, a reportagem com a SEMENTE DE VULCÃO na revista Bilboard do mês de Outubro e os preparativos para mais uma viagem com o Raízes de Arcoverde.

  • O CD está na fase de masterização e mixagem. A previsão de lançamento é para Janeiro de 2011.
  • A revista Bilboard de Outubro ainda está nas bancas. Se correr ainda da tempo.
  • O Ciclo de Oficinas é um projeto aprovado pelo BNB para ações deste tipo. As inscrições começarão na próxima semana, e as oficinas acontecerão em Dezembro.
  • E a viagem do Côco Raízes será para o Rio no final do mês.
  • Fora isso, ainda tem dois shows da Semente este mês, e um documentário do Côco Raízes para o Sesc TV.








quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Festival Sertão Itaparíca Mundo



Neste período afastado, para não perder o costume viajei ao interior de Pernambuco. No dia 17 de setembro fui a Arcoverde encontrar com o Samba de Côco Raízes de Arcoverde, e de lá fomos à cidade de Floresta. O grupo ia se apresentar em um festival chamado Sertão de Itaparica Mundo.

Eu estava super empolgado com a programação. Orquestra Contemporânea de Olinda, Adiel Luna e Côco Camará, Chico Correia e Eletronic Band e vários outros, alem do Côco Raízes, claro.

Ainda em Arcoverde fui informado para não "mexer" com nenhuma mulher, nem "soltar gracinha" para ninguém, pois Floresta e terra de cabra macho e os "problemas" são resolvidos da forma deles. Viajei morrendo de medo.

A estrada para Floresta é horrível, cheia de buracos. Também me falaram que era muito perigosa e que havia assaltos por ali.

Chegando lá não vi quase ninguém pelas ruas, pouquíssimas pessoas. Pensei que seria por causa do horário, e que a noite todo o povo estaria na praça, como em toda cidade de interior. Nos instalamos na única pousada que tinha vagas. Comentavam que as vagas acabaram apenas com os artistas que iam se apresentar no festival.

Lembram daquela Stefhany do Crossfox? Ela estava na mesma pousada, e ia fazer show no mesmo dia. Havia alguns jovens na frente da pousada, esperando para tentar arrancar algum autografo. Para aquelas cinco "meninas" ela era uma celebridade.

Chegando à passagem de som avistamos um palco enorme, uma estrutura muito bacana, tanto em som quanto em iluminação. Jantamos, voltamos à pousada e as ruas continuavam desertas. 

O evento começou com um atraso de uma hora. Todos apreensivos, pois não havia ninguém em frente ao palco. Absolutamente ninguém. Assistimos aos primeiros shows, o Côco Raízes foi à terceira atração, e tocou para umas 50 pessoas, mas destas, haviam pessoas da organização, músicos de outras bandas e alguns poucos jovens da cidade.



Quando acabou o show do Côco fui à frente do palco assistir o show da banda A Roda, de Olinda. Fiquei imaginando: Toda aquela estrutura, qualidade das bandas, determinação e trabalho de quem faz o evento, para apenas 50 pessoas? Deve ser muito frustrante.

O que me dava mais angustia era que no outro dia haveria o show da banda que quase ganhou o Grammy, que fez belos shows nos Estados Unidos, Europa, em todo o Brasil, a Orquestra Contemporânea de Olinda, tocando ara 50 pessoas.

E o mais assutador é que o show da Stefhany tambem não "deu público". Ficamos sem entender sobre o que se passa na cidade, a cultura daquele povo, ou se realmente existia povo, naquela cidade que parecia cidade fantasma.

Muito dinheiro gasto, muito tempo, muito esforço. A Produtora do evento é mesmo muito corajosa. Eu não entendia como aquilo estava acontecendo. Não sabia se realmente existiam moradores naquela cidade.

Junior Black e a banda A Roda fizeram um show quase que particular para nós do Côco Raízes, e para outros artistas que lá estavam. O bom nestes casos é que dá pra assistir com mais detalhes cada show, e vi o quão boa é esta banda,

Depois desta situação atípica fomos à pousada tentar dormir. Haviam muitas "muriçocas", mas como eu estava bastante cansado consegui dormir. No outro dia pela manhã retornamos a Arcoverde com um motorista louco que, por pouco não nos matou na estrada.

Não ficamos para o segundo dia de shows, mas eu fiquei sabendo que foi "um pouco" melhor que o dia anterior.

Estas situações me fizeram refletir sobre quando e como arriscar, ou não arriscar na vida. Na escolha de uma cidade para um festival, na escolha de um motorista para a van, no "não reservar" com antecedência uma pousada para se hospedar, e varias outras coisas.

De volta ao Blog

Passado mais de um mês desde a minha ultima postagem por aqui, volto a escrever sobre as minhas viagens musicais. Mas antes vou explicar o motivo do meu afastamento. Simples, comprei um HD externo, e simplesmente por um defeito, perdi alguns arquivos mega importantes. Neste período eu estava tentando recuperar alguns e pensando se ia ou não tentar algo "na justiça". Mas enfim, estou conseguindo aos poucos resgatar alguns arquivos.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Caindo de Paraquedas

Tudo começou por acaso. Conheci Andreza Karla por intermédio do meu irmão mais velho. Ficamos grandes amigos, e foi com ela que conheci muito da cultura popular de Pernambuco. Andreza Karla é filha da cantora Aurinha do Coco e neta de um ícone de Pernambuco, dona Selma do Coco.



A grande Andreza Karla.
Deza também era musicista, na época "tocava e gravava todo mundo". Anchieta Dalí, Naná Vasconcelos, Cristina Amaral, Josildo Sá, Aurinha (sua mãe), Selma (sua vó), Mestre Galo Preto, e vários outros. Chegamos até a tocar juntos, na banda da cantora Patrícia Cruz.

Pouco tempo depois eu conheci Aurinha do Côco e Valeria (Cantora da Orquestra Popular da Bomba do Hemetério), que é sua prima e sobrinha de Aurinha. Fiz um projeto para a gravação do terceiro CD de Aurinha, que ficou massa, mas não rolou, pois perdemos o prazo. Neste momento Aurinha me convidou para ser seu produtor. Eu nunca tinha feito nada na área, apesar de cursar a faculdade de Administração/Marketing. Topei mesmo assim.


Dei uma atualizada no release dela, e "cai em campo". Era Outubro de 2008. Em Dezembro a motivação já não era a mesma. Se passaram 03 meses e nada de shows. Passado o reveillon continuei os trabalhos, muitas propostas enviadas, muitos contatos feitos, e nada.

De repente tudo muda! No começo de Fevereiro recebi uma ligação que mudou minha vida. Neste momento eu fechava o primeiro show da minha carreira. Foi quando eu disse para mim mesmo: "é isso que eu quero fazer da vida". Em uma negociação simples consegui um cachê que era o dobro do que a maioria dos músicos do mesmo estilo recebiam na época. Foi um show em Petrolina no Carnaval de 2009. O engraçado é que um dos músicos não pode ir, e eu acabei tocando pandeiro. Foi algo fantástico, alem de produzir, tocar com aquela artista. A partir dai não parei mais com os trabalhos com produção.


Primeiro Show produzindo e Tocando com Aurinha. Petrolina (PE) - Fevereiro de 2009

Com Aurinha eu aprendi bastante. Um dos nossos trabalhos mais marcantes  foi a Feira Música Brasil 2009. Showzaço no Marco Zero no dia 12 de dezembro de 2010. 

Esta parceria durou até Fevereiro de 2010, no carnaval. Hoje não trabalho com a Aurinha, e minha agenda não bate com a de Andreza. Ela viaja demais com o cantor Josildo Sá, e eu com o Samba de Coco Raízes de Arcoverde e com alguns outros artisas.

 

Mesmo assim, tenho muito a agradecer a grande amiga Andreza Karla e a sua mãe, grande cantora, Aurinha do Coco. Se não fossem elas, talvez eu não estivesse trabalhando com produção hoje.


Aurinha em Petrolina (PE) Fevereiro de 2009



Por amor e com mêdo



Esta foto foi tirada no tempo em que minha profissão era apenas ser músico. Esta foi uma apresentação no Sítio de Trindade nas festas de São João em Recife. Foi em 2008 mas parece que foi ontem. Neste dia toquei com a cantora Patrícia Cruz, que tem um trabalho de forró pé-de-serra.

Foi uma época em que a maioria dos trabalhos que apareciam eram de forró. Eu gostava bastante. Muito bom saber que a pulsação do ritmo está em você, e que uma multidão está dançando pelo que você faz, e que se você parar de tocar quebra todo o clima. Uma sensação gostosa de poder.

Neste mesmo período eu também tocava em uma banda, também de forró pé-de-serra chamada Perkata de Couro. São grandes amigos. Juntos nos metemos em muitas "roubadas", muitas festas estranhas, mas muita diversão.

Certa vez tocamos em um circuito de eventos no lançamento da cerveja Brahma Fresch. Tocamos em vários mercados públicos, casas de shows, mas houve um dia que fomos tocar em um palco na rua, em frente a uns bares. Haviam poucas pessoas, alguns bêbados. Aos poucos foi começando a lotar.

Percebemos que tinha um rapaz que parecia querer cantar uma música, mas como a banda não permitia isso, ignoramos. Em uma pausa para beber água, este bêbado subiu e saudou alguns "amigos" pelo microfone, dizendo

"aqueles ali sentados são tudo responsa. As vezes nós troca uns tiros, mas é tudo responsa"

 e começou a dizer que aquele evento era "politicage", e xingou o vereador local. Neste momento o dono de um dos bares pediu para ele parar, e gerou um princípio de tumulto. O bêbado, do palco, acenou com a mão como quem pede para aguardar, e saiu correndo. A banda não sabia o que fazer. Eu fui o primeiro a desmontar a bateria (por sorte um kit reduzido), e isso estimulou a todos desmontarem também.

Sei que colocamos os equipamentos no carro com rapidez e fomos embora, mesmo com o público pedindo para continuarmos o show. Ainda houve pessoas falando para nos segurar e não deixar a gente ir embora.



Festas juninas 2008, no Sítio da Trindade Recife PE.

domingo, 12 de setembro de 2010

Iniciando com um resumo





Trabalho com música desde os 16 anos. Comecei como baterista e
percussionista de bandas de pagode, Forró, orquestras de baile,
bandas de brega, acho que já toquei de tudo

Aos 19 anos dividia meu tempo entre a música e a faculdade,
cursando Administração com habilitação em marketing.


Em 2008 comecei (por acaso) a trabalhar produzindo a cantora
Aurinha do Côco. Dai em diante não parei mais. A cada dia eu
me afastava mais do instrumento e me aproximava mais dos
bastidores e da parte burocrática.


Além deste trabalho, agenciei shows de vários artistas que já
tinha trabalhado antes como músico. Até que em 2009 comecei
a trabalhar com o Samba de Coco Raízes de Arcoverde, um grupo
que eu era (e sou) muito fã.


Foi (e está sendo) um momento mágico na minha vida. Faço o
que amo, com um grupo fantástico, com pessoas fantásticas e
que sou adoro bastante.


No final de 2009 comecei uma parceria que me fez crescer
profissionalmente, e que começou a gerar grandes resultados
neste ano de 2010. Este grande parceiro se chama João Falcão,
responsável pela carreira do guitarrista baiano Armandinho Macedo


Atualmente estou cursando uma pós-graduação em Gestão e
Produção de Eventos, e trabalhando na produção do Samba de
Coco Raízes de Arcoverde. Sou percussionista da banda Semente
de Vulcão, atividade que me dá muito prazer.


E, paralelamente, agenciando shows do Armandinho Macedo
 (nos shows Trio Elétrico Dodô e Osmar e Pop Choro), A Cor
do Som, Trio Curupira, Banda Black Rio, Baiana System e mais
alguns parceiros.


Neste tempo foram muitas histórias, muitas viagens, muitas
"roubadas", pessoas chatas, mas o melhor de tudo: LUGARES LINDOS, PESSOAS INCRIVEIS E MUITOS AMIGOS.


Neste blog farei uma retrospectiva dos meus momentos com a
música, mas também vou falar, principalmente do que vem
acontecendo atualmente, das viagens, dos contatos, experiências
e lugares que tive a oportunidade de conhecer